poesia mesmo que não seja minha leva a minha alma

E pois coronista
sou.
Se souberas falar
também falaras
também satirizaras, se souberas,
e se foras poeta, poetaras.
Cansado de vos pregar
cultíssimas profecias,
quero dar culteranias
hoje o hábito enforcar:
de que serve arrebentar,
por quem de mim não tem mágoa?
Verdades direi como água,
porque todos entendais
os ladinos, e os boçais
a Musa praguejadora.
entendei-mes agora?

Permiti, minha formosa,
que esta prosa envolta em verso
de um porta tão perverso
se consagre à vossa fé
sou já Poeta converso
Mas
amo por amar, que é liberdade.
Gregório de Matos , por minha alma. 2012 com muito mais poesia, muito mais encontros, um ou outro desencontro e a luz de velas e de olhares sempre por perto. Casa sempre aberta.
Andreia Costa

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